Chama o Peta

05/03/2010

Depois de um calor insano, o céu de São Paulo voltou a ser cinza e a as noites da cidade bem fresquinhas. Com temperaturas na média dos dezessete graus. Ideal para um casaqueto ou um blazer. No máximo um lenço amarrado no pescoço. Mas tem gente morrendo de frio antes da hora  e saindo à noite de casaco de pele.

Nem com as mudanças climáticas caminhando por um lado que não sabemos onde pode chegar, sou a favor do uso de pele abaixo da linha do Equador. Aliás, nem no inverno europeu acho elegante. Nem mesmo no Alasca.

E como já dizia a minha avó, o mundo está de cabeça para baixo.

Sendo assim, vamos todos plantar bananeira.

Ou, quem sabe, batatas…

Grito de guerra

11/02/2010

Essas fotos de flagra enganam bem a gente. É de moda que estou falando. E das gringas em si. Quando vejo retratos delas de shorts, botas, camiseta estouradinha e bolsa poderosa acho a coisa mais charmosa do mundo.  Em contrapartida, quando as mesmas são  realmente flagradas por paparazzi as coisas não ficam tão bem assim.

O que se pressupõe que elas são bem mais produzidas e espertas do que imaginamos. E bem mais sabidas do que as nossas brasileiras: que não enganam nunca. Também, não temos a tradição das celebridades-star.

As nossas, coitadas, vêm da televisão. Já as do outro lado da linha do Equador, da tela grande.

Faz mal não.

É o Brasil que está na moda.

Pode comemorar.

Mas sem uhuuuu,  please.

Tantas as emoções

29/01/2010

Nem sempre os insights vêm do divã. Outro dia, na maior crise existencial, comentei com uma amiga que não entendia porque tinha sido chamada para um novo desafio profissional se não tinha tanta capacidade assim. E ainda por cima, o lugar que estava deixando tinha me feito uma contraproposta para continuar lá.

Foi quando essa minha sincera e talentosa amiga me respondeu: “É assim mesmo. Esse sentimento de incapacidade é um fenômeno normal das pessoas talentosas e …capazes.”

Não fiquei me achando, mas estou me sentindo aliviada.

Oh, dúvida cruel !

13/01/2010

Estou com vontade de cortar o cabelo e ao mesmo tempo sem coragem. Vou confessar uma coisa que acho que não deveria. No quesito cabelo sempre imito alguém. Sei que não levo nenhum mérito nisso, mas não gosto de mentir.

Tenho procurado em revistas – nacionais e internacionais - uma inspiração. E nada.

Faz alguns meses que estou usando o cabelo reto. Um pouco desfiado na ponta. Nada de especial.

Pra mim, não tem nada mais lindo do que trança. Quando era bem jovem dizia que iria ser uma senhora de trança. Mudei de ideia.

Aqueles coques despenteados também são  muito chiques.

Bingo. É por esse caminho que vou.

Prender o cabelo. Pelo menos, até o fim do verão.

Brumas de Avalon

04/01/2010

brumas

Meu réveillon foi cool: fiquei em São Paulo. Passei a virada na casa de um amigo que não via há dez anos, com outros amigos íntimos e mais alguns que conheci no dia, com a grande chance de nunca mais revê-los.

À meia-noite, quando começaram os fogos na Paulista, nos demos conta que o terraço da casa era localizado do lado oposto. Nosso cenário foi a lua cheia – Blue Moon, que  vem a ser a segunda do mesmo mês –  atrás de uma nuvem de fumaça. Lá no horizonte se via algumas manifestações isoladas de fogos de artifícios. E só.

Estouramos um champanhe e brindamos en passant. Sem muita euforia.  

O jantar estava excelente. Modéstia à parte, o pernil de vitela e a lentilha que levamos arrasaram.

No dia seguinte, junto com os meus amigos íntimos da véspera, fomos ao cinema.

E não é que encontrei outro bando de gente cool?

Adorei a experiência.

Quem sabe repita neste ano.

Zás-Trás

16/12/2009

lotus

Saí do ar. E não gostei nem um pouco da experiência. Ainda por cima, dava inexistente cada vez que me procurava. Culpa de quem? Da tecnologia, oras. Que sem nenhum aviso prévio tirou esse blog do ar. Eu, pelo menos, quando fiquei fora avisei a todos.

Enfim, desceu ladeira abaixo a minha tese de que a vida corre melhor nos trilhos se você engatar o ponto morto.

Estressei. E estou correndo atrás do tempo – e não o perdido.

Almoço em meia-hora, preparo várias coisas no trabalho para os dias de feriado. E não ando me permitindo relaxar. Principalmente a cabeça. Meu ombro foi parar no queixo, tamanha a tensão.

Tomara que passe logo.

Afinal, tudo passa: tanto o bom quanto o ruim.

Restrito e pessoal

07/12/2009

ets

Nunca fui consultada pelo Ibope, mas acho que fui abduzida por ele.  O chip deve ter sido colocado naquele dia em que dormi com a janela aberta. Verdade mesmo. Não é brincadeira. Aos domingos assisto, religiosamente, ao Fantástico. Pode estar péssimo, mas vou até o fim.

Ontem não consegui e mudei de canal bem antes de Patrícia Poeta e Zeca Camargo se despedirem. Não dei conta. Passei pra Fazenda. E não é que hoje leio na internet que a audiência do Fantástico foi a mais baixa dos últimos anos?

A notícia me impressionou. Não pela Globo em si.

Estou intrigada até agora para saber como é que eles descobriram que troquei de canal?

Cada coisa…

Na mesa

29/11/2009

taro-imagem-12

Andar com os dois pés no chão e a cabeça no lugar. Foi assim que aprendi (demos). Mas muitas vezes são tantos os caminhos disponíveis – ou não – que a cabeça se perde e os pés saem do chão.

Faz um tempo, curto aliás, que conheci o Teruo Yamada. Pessoa calma, de voz mansa, que joga as cartas do tarô. Foi ele que me apresentou o tarô.

Me deu conselhos, viu coisas que não conseguia enxergar.

E ajudou muito.

Na última vez que o encontrei veio a ideia e o convite.  

Tudo topado, ele passa  “abrir o jogo” aqui duas vezes na semana: às segundas, com um panorama dos dias úteis, e às sextas, para o fim de semana.

Tudo de bom.

Um é pouco

13/11/2009

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O que é dose dupla pra você? Um drink reforçado? Assistir a duas sessões seguidas de cinema? Ou o quê?

No meu caso, hoje, foi uma notícia que recebi. Que me deixou duplamente feliz, duplamente assustada, duplamente apaixonada e, acima de tudo, querendo viver o dobro do que está programado para mim.  

Para que tanto? Simplesmente, para acompanhar de perto o que me foi reservado.

Acha pouco?

Garantido x Caprichoso

04/11/2009

parintins

Embora o nude seja a cor tendência da estação, o que se viu nas ruas de São Paulo hoje foi o vermelho tomate – maduro – ou pimentão, como preferirem. Os paulistanos enlouqueceram com o sol que brilhou nas praias, campo e cidade neste fim de semana.

Já reparou que no verão as gordinhas ficam super audaciosas?

E para completar o ciclo dos horrores estou fazendo a dieta do sopão. Aquela que a receita mistura nabo com salsão, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Passei o dia tomando essa delícia. Intercalando com banana e leite desnatado.

Mesmo assim ainda me soprou um fio de bom senso e fui assistir às palestras do Pense Moda.

E, para provar que existe mesmo a tal luz no fim do túnel, fui brindada com a modernidade de Cecilia Dean e o bom senso de Glória Kalil.