02/12/2009 
Pra mim, andar só vale se for pra frente. Vou contar uma história super interessante. Há alguns anos um caminhão de frutas ficava estacionado na esquina da minha casa. Quem me atendia era um menino bem esperto e maneiroso. Articulado também. O tempo passou, o caminhão saiu de lá e o menino cresceu.
Faz mais ou menos três anos que o rapaz surgiu de novo. Desta vez, como pintor. Dei a ele a pintura da minha casa. Que, por sinal, não ficou lá essas coisas.
Hoje fui ao cabeleireiro que fica na minha rua. Nunca vou lá. Mas estava com preguiça de lavar o cabelo em casa. E quem encontro? Ele mesmo. Como cabeleireiro. Me fez uma escova ótima e disse que se encontrou na profissão, embora tenha feito alguns cursos de torneiro mecânico.
E tem mais: casou com a filha da dona do salão.
Moral da história: quem não procura, não acha…
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16/11/2009 
Essa segunda-feira foi diferente para mim. Passei a maior parte do tempo na rua, indo de um lugar para outro. É que estou de férias, me preparando para viajar. Amanhã embarco. Vou cruzar o oceano e me comunicar em outro idioma por nove dias. Confesso que estou bastante animada. Ainda resolvendo algumas coisinhas pendentes e meio ansiosa. Sair da rotina me deixa ansiosa.
Hoje re-descobri que as pessoas e as situações fora da rotina me alimentam. Vi uma menina de cabelo cor-de-rosa, almocei num lugar incrível, entrei numa loja super perfumada onde vendia um creme de limão siciliano.
Me renovei. Viajei dentro da minha cidade. E aproveitei o máximo.
Na verdade, a gente não precisa ir muito longe pra se reciclar.
Basta sair da zona de conforto na qual teimamos em estar.
Sempre.
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07/11/2009 
Hoje fiquei frente a frente com o meu ídolo. E não foi bom. A cena deveria ter acontecido há, pelo menos, dez anos. Na verdade, fiquei mais decepcionada pela minha total falta de interesse do que com o ídolo em si.
É, minha gente, preciso me reciclar.
E por falar em reciclagem, descobri também hoje que quero começar uma coleção de bandeiras de mesa. Acho que a primeira que vou comprar é uma de São Paulo.
Pelo menos, uma boa novidade no dia.
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30/10/2009 
Estou com fúria consumista. Sapato e bolsa, sempre. Mas meu desejo do momento é outro: ouro, pedras, pérolas, diamantes. Na verdade, sei exatamente o que eu quero: dois anéis. Um básico para usar no dedinho e outro, nem tanto.
Anel de dedinho é coisa de mulher fina, que não dá bola pra moda. Se me encaixo nesse perfil? Modéstia à parte, acho que sim.
O outro anel que faz parte deste meu atual sonho é um enorme. Para usar na mão oposta. Com muitas pedras misturadas. Mas não muito colorido. Nem sei como explicar. Anel grande é coisa de mulher poderosa. A minha cara, sem falsa modéstia.
Calma, vai passar.
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22/10/2009 
Além de estar sem nenhuma inspiração para escrever aqui hoje, tem um agravante: uma lagartixa está vindo em minha direção. Esse mini-réptil meio jurássico me põe medo. Neste momento, ela está a três metros da minha cabeça, mas sinto que a qualquer momento ela pode dar o bote. Medo. Pânico. Correria.
Só para não passar em branco, vou comentar a presença de Donatella Versace no Rio. As fotos são surreais – assim como o medo que estou da lagartixa. O loiro do cabelo dela é gema de ovo. Ou melhor, gemada batida. O bico de botox é inacreditável. O figurino esdrúxulo. Mesmo assim tenho a maior simpatia pela madame.
Gosto de gente polemica e com personalidade.
Fui.
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16/10/2009 
Eká, domingo é dia de Fórmula 1. No meu caso, sinônimo de manhã tumultuada. Minha casa é rota dos helicópteros e não consigo dormir. Fico fazendo as contas na cama desde cedo: lá vai um carregamento de…mecânicos, que devem ser os primeiros a chegar.
Passado um tempinho deve ir o carregamento de…pilotos.
E quase na hora da corrida. Quem vai? Os ricos.
Nada contra a riqueza, ao contrário. Quem me dera circular pela cidade de helicóptero.
Mas jamais iria a uma corrida de F1. Não gosto do esporte, nem pela TV.
Então, me deixem dormir em paz. Ora!
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09/10/2009 
Uma coisa chata é sentir vergonha alheia. Entre ontem e hoje aconteceu duas vezes isso comigo. Pena que não posso contar nenhuma delas. Tem gente que merece pagar mico. Outros, não. Faz pena. Sinceramente, por mais que a pessoa mereça, não gosto de ver o constrangimento alheio.
Pronto, lá vem eu dando receita do que fazer. Como se soubesse a fórmula.
Mas como meu comichão interno não me deixa em paz, tenho que desabafar: na dúvida, não fale, não comente, não faça…
Gostei. Vou tentar a fórmula também.
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01/10/2009 
Não é fácil ser bacana. Bacana, não no sentido formador de opinião, o que sabe das coisas, aquele que está sempre disposto a tudo que é bacana…
Bacana, neste caso é a integridade das pessoas, saber resolver os obstáculos com a razão. Ser discreto e não passional, muitas vezes.
Conheço um monte de bacanas do quesito festa, alegria e descompromisso. Mas pouquíssimos no que se refere ao caráter em si.
Veja bem.
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24/09/2009 
Sou irritantemente certinha. E, se alguma coisa sai fora dos meus planos, meu humor vai parar no chão. Fico agressiva e tudo.
Tudo a ver com meu signo: sou virginiana. Até a minha bagunça é organizada. Só minha cabeça que não é. Melhor assim. Ou não. Vai saber.
Tenho horror a casa suja. Sou boa amiga e meio ciumenta.
Tudo isso pra falar que hoje pisei num coco de cachorro na rua. Justo na hora em que passeava com os meus viras. Tão asseados quanto eu.
Assim fica complicado.
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15/09/2009 
Sou zero deslumbrada, mesmo. Às vezes até meio azeda. Sei disso. Mas alguém pode me explicar qual é a anti-química que se dá quando uma celebridade baixa por aqui? Pra mim, um dos casos mais latentes foi a vinda – seguida de noivado ¬ de Marc Jacobs.
Com Madonna foi igual: contava os dias pra ela se mandar.
Hoje não foi diferente: bastou Lilly Allen colocar seus pezinhos famosos em São Paulo, pra que eu perdesse total interesse em sua pessoa.
Mas há exceções. Jane Birkin, Sophie Calle, Francisco Costa e sei lá mais quem, são a prova disso.
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