Dois pra lá, dois pra cá

13/07/2010

Já faz um tempo que estava meio fria em relação ao novo na moda. Nada me emocionava a ponto de perder o fôlego. O que para mim é muito duro: esse tema sempre foi um dos meus prediletos.

Até que…na semana passada pude perceber que nem tudo estava perdido ao assistir o desfile da Chanel Couture. Pela internet, claro. Fiquei tão emocionada como no dia em que fui apresentada a Azzedine Alaïa, há muitos e muitos anos, como no dia em que entrei na loja de Walter Van Bierendonck , na Antuérpia, e dei de cara com ele atrás do balcão, como a primeira vez que a Monalisa sorriu pra mim, como a exposição de Vik Muniz, como jantar numa suíte do Plaza Athénée com a Torre Eiffel iluminando a sala, como o simples fato de estar viva.

Nada melhor que o belo para encher a nossa alma! 

Para assistir ao desfile, clique aqui

Dica valiosa: não deixe de ver a entrada de Karl Lagerfeld. Repare que ele anda melhor do que todas as tops que juntou na passarela.

Forno e fogão

09/06/2010

Adoro frio, mas tenho horror a cachecol. Prefiro gelar meu pescoço, arriscar um torcicolo, mas não uso um. Os de tricô então, nem pensar. E as franjas quando embaraçam…

E olha que não sou luxenta. Aliás, adoro uns programinhas trash. Domingo mesmo fiz um daqueles. Perdi o sono logo cedo e antes mesmo das dez da manhã já estava circulando pelos amplos corredores do Extra.

Comprei uns vinte quilos de sabão em pó, que  estava em oferta. Muitos pacotes de 16 rolos de papel higiênico, além de outros produtos de primeira necessidade.

Mas a melhor pechincha foi um jogo de cinco panelas de inox por apenas R$ 69,99. Incríveis.

Saí de lá satisfeita da vida até me dar conta, ao chegar em casa, que as panelas não vieram no carregamento.

Poxa, doeu…

Voltei até lá. Desta vez caminhando com meus cachorros.

Muito solícita, a moça do caixa falou que havia encaminhado as panelas para uma seção que não me lembro bem o nome, mas algo como Atendimento ao Consumidor Insatisfeito.

Depois de enfrentar uma fila de quase meia-hora – na minha frente tinha um senhor que aparentava sofrer de obesidade mórbida, muito nervoso por terem cobrado um xampu da Pantene duas vezes em sua conta.

Na verdade, quem empatou a fila foi uma senhora que resolveu pedir para embrulhar três camisetas para presente.

Confesso que fiz algumas amizades nesse ínterim.

Enfim, minha vez chegou. Depois de ir pessoalmente pegar minhas panelas que haviam voltado para a prateleira e provado pela nota fiscal que estava quite com a empresa, fui liberada pela atendente.

Uma hora mais tarde estava eu de volta em casa. Exausta, mas realizada.

PS: Ainda não estreei minhas panelas.

Álbum de recordação

07/05/2010

Depois de muitos e muitos anos ruiva, hoje me deu vontade de ser loira. Loira branca. Aquelas que usam batom vermelho.
 
E tudo por causa da Grace Kelly, na capa da Vanity Fair. Pode?
 
Pronto, pasaado o ímpeto, vem a real. Continuo ruiva e aconselho as loiras a se inspirarem na princesa de Mônaco. Nunca mescle seu tom de cabelo com bronzeado acentuado. Das camas, então, passe longe. Dica que também vale para as morenas e avermelhadas.
 
Trench coat, óculos escuros, bolsa sem carregar no ombro e scarpin sem meia… Fica divino para vocês. Pensando bem, o conselho também vale para as morenas e ruivas.
 
Faixas no cabelo amarrado em rabo-de-cavalo mais camisas masculinas e calças caquis são o must para as moças de cabelos claros. Aliás, para todas nós.

Resumindo: mito e mito.

Prata da casa

02/04/2010

Hoje, vendo as dicas de moda do que vai pegar na primavera francesa constatei que o caramelo é o novo preto. Mesmo com o aval de Carine Roitfeld, minha musa, tô fora. Continuo no preto.
 
Não gosto deste tom nem para sapatos e bolsas. Para completar, eles ilustravam a matéria com uma pantalona de cós alto, outro modismo que não orna para mim. As sandálias sugeridas eram altíssimas e as bolsas estranhas.
 
De tudo que eu vi, só me apaixonei por uma peça: uma bolsa da Jil Sander. Essa aí da foto, que custa 830 euros.
 
Conclusão: devo estar mais seletiva. Ou, quem sabe, deixei de vez de ser uma vítima da moda!?

Rosa é o tom

09/03/2010

Pois é minha gente,  o tempo passa e muitas vezes só nos damos conta quando uma situação corriqueira dá um alerta.

O meu foi ontem, durante o Oscar.

Eu que era zero fã de Versace Couture e Oscar de la Renta me rendi. Sim, na minha opinião são – eram? – duas marcas meio velhas, que pouco acrescentam ao mundo fashion.

O fato é que das minhas roupas preferidas estavam o longo cor de carne, Versace, usado por Demi Moore e o tomara-que-caia ouro, Oscar de la Renta, de Cameron Diaz.

Todas muito bem, mas a campeã das campeãs, na minha opinião, foi Diane Kruger, de Chanel alta-costura.

Adoro o tapete vermelho.

Sorria que a vida é boa

25/02/2010

Apaixonei pela coleção criada por Sonia Rykiel para a H&M. Super auto-astral, com aquelas listras que são sua marca registrada. No quesito antropológico, acho que essas roupas também mostram que a moda e os estilistas precisam mudar seus olhares para o mundo.

Pelo menos na minha cabeça estou vendo assim.

Outro dia até escrevi aqui sobre as mensagens positivas etc e tal. Pode parecer meio irônico, mas não foi. Dias depois daquele post fui a uma palestra no Centro de Cabala. Um sábado, às dez e tanto da noite. Saí de lá achando tudo uma bobagem.

A mensagem só me bateu dias depois. E foi super positiva.

Já com a coleção da estilista francesa, minha empatia foi logo de cara.

Ela deve ter entendido a mensagem antes da minha pessoa…

Que rei sou eu?

08/02/2010

Meio derrubada por conta do calor, me forcei a sair de casa no sábado à noite. Fui encontrar meus pais e uma amiga em comum para jantar. Nossa mesa somava em torno de trezentos anos.

Quando cheguei ao restaurante eles já estavam lá e o assunto corria solto. Durante o jantar conversamos sobre cinema. Essa amiga em comum assistiu, praticamente, todos os filmes que estão em cartaz. Depois falamos sobre internet. O computador do meu pai está lento, por causa das músicas baixadas. Ele, inclusive, é expert em gravar CDs. Faz as capas também. Serviço completo.

Minha mãe que não é lá muita tecnológica, havia cumprido uma agenda naquele dia que fiquei cansada só de escutar.

Ao final da refeição, pedi um táxi e me retirei. Quanto ao meu grupo…

Continou tricotando.

Afinal, a noite é uma criança.

Dupla dinâmica

28/01/2010

Não posso imaginar a vida sem blush e rímel. Parece fútil falar dessas coisas com o mundo lá fora se acabando. Mas vou continuar insistindo no assunto. E mais: arrisco incluir o botox nesta lista.

Às terças e quintas faço um curso. Acordo às seis e pouco – pouco mesmo – e saio voando pra aula, que começa às sete.  Sempre de cara lavada.

Na volta passo no mercadinho perto da minha casa para comprar alguma coisa. Geralmente, mamão papaia. E toda a vez o dono do local me pergunta “Tá tudo bem?” Mas não é um tudo bem assim, cordial. O tom é de que ele teria uma real preocupação se tudo vai bem.  Por que? Porque fico superabatida sem rímel e blush.

Se não usasse desses dois artifícios, minha auto-estima ficaria no pé e, invariavelmente, atrairia um baixo-astral.

Como uma bola de neve, o desanimo, a depressão e uma possível doença se abateriam  sobre mim. Deixaria de produzir. Seria mais um ser perdido e sem esperança.

E o mundo ficaria pior do que está.

Gangorra indiscreta

11/01/2010

Não acho mesmo que o salto alto está com os dias contados. A verdade é que as mulheres não precisam mais subir num salto dez para provarem que o sexo frágil é que está no comando.

Essa fixação pelas rasteiras e sapatilhas deve ser por conta da mudança dos astros e estrelas deste começo de nova década, do novo milênio.

Estou com vontade de começar a me arrumar para jantar fora, me vestir melhor para ir ao teatro e mais: só me equilibrar nos meus lindos sapatos quando a ocasião pedir.

Afinal, tudo tem a hora certa.

Não é mesmo?

Espelho meu

17/12/2009

UGLY

Sabe aqueles dias que você se sente horrível? No meu caso, hoje é um deles. Embora esteja me sentindo ótima fisicamente, estou me achando a pessoa mais feia do universo, no que diz respeito à aparência.

Até o xampu que usei no cabelo deu errado.

Devido a isso, me peguei imaginando se Carla Bruni já teria se sentido assim alguma vez na vida. Não sei se já contei aqui, mas acho a primeira-dama francesa linda.

Acho que não.

Outro ponto importante é que ainda não defini como vou me vestir no verão.

Além de precisar emagrecer uns quilos

e… 

…ter acordado sem a menor inspiração.

Como pode se notar neste post.