23/02/2010 
Bem que eu tento, mas não consigo achar a menor graça nas segundas-feiras. Parece até coisa de escola, de gente mal resolvida. Sei lá. Não gosto e pronto. Hoje, tentei mudar minha rotina pra ver se esquecia que era segunda.
Depois da ginástica fiz algumas coisas práticas pelo bairro, antes de voltar para casa. No roteiro, a lojinha natureba onde compro pão sem glúten, o alfaiate, a farmácia. E nada de encontrar alguém que estivesse com cara de muitos amigos.
Até os meus cachorros estavam meio azedos comigo.
Saí pra trabalhar mais animada, até entrar no táxi. O motorista veio com aquela conversa que o ano começava hoje e não parou mais.
Mal sabe ele que o seu monólogo serviu de estopim para acabar de vez com a minha manhã.
Quando comecei a melhorar, eis que surge alguém comentando da chuva e do calor.
E, para terminar, mais uma vez, comecei a fazer dieta.
Ninguém merece…
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04/02/2010 
Não sou propriamente uma carnavalesca. Branquela e sem ritmo. Fazer o quê? Exatamente o que faço: assistir de camarote. Depois de sete anos entre Rio e Salvador, vou curtir a folia de São Paulo. Trabalhando, como sempre. Mas, desta vez, fora do circuito.
Acho que tal conjunção se deu por conta da minha virada do ano, que também passei nesta cidade que fica deserta nestas duas datas.
Adoro a energia de Salvador – quer dizer, aprendi a gostar com o tempo – e a batalha de egos do Rio. Das escolas de samba em si, amo a ala das baianas e o frisson que as rainhas de baterias causam.
E as criancinhas fantasiadas então? Ano que vem vou ter dois motivos para gostar mais ainda desta cena.
Já gostei menos do carnaval. Assim como já gostei mais e/ou menos de outras ocasiões.
O importante é escolher a fantasia certa.
E segurar a onda.

26/01/2010 
Depois de muitas elucubrações cheguei à conclusão matemática de que doze ovos não cabem numa caixa de meia dúzia. E vou focar no tema.
Como? Simples. Otimizando o meu tempo e espaço – esse é o ponto. Só vou prometer o que conseguir fazer. Só vou me dar até onde consigo me entregar e assim por diante.
Também quero levar a fórmula para a vida prática. Aí então fica mais fácil ainda: “Maria tem R$ 2 e gastou R$ 3. Com quanto Maria ficou?”
No quesito acumular, pretendo usar também a matemática primaria. No caso, com a equação menos é mais.
A mesma regra irei aplicar para as pessoas em torno.
Simples assim…

12/01/2010 
Há muitos anos fui passar um verão em Maceió. Foi na época do Natal, nunca vou me esquecer. Meus filhos eram pequenos e levei os presentes do Papai-Noel escondidos na mala. Um fato dessa viagem nunca me saiu da cabeça: o zelador do prédio onde nos hospedamos. Um homem bem gordo, me lembro bem.
Todas as manhãs ele deitava de lado – com seu barrigão pra fora – numa mureta que na minha lembrança não deveria ter mais de trinta centímetros. E lá ficava. Inerte. Meio anestesiado pelo calor.
Se a gente perguntava alguma coisa, ele respondia uns grunhidos sem levantar nem mesmo os olhos.
E só hoje entendi o torpor que aquele homem sentia.
O restaurantinho onde almoço todos os dias estava sem ar-condicionado.
Quando me dei conta estava meio que deitada na cadeira. Toda torta.
Só não achei uma mureta para me acomodar…

27/12/2009 
Não tenho do que reclamar de 2009. Ao contrário, só não dou nota dez para o ano, porque sou exigente demais. Cumpri quase todas as minhas metas. E, como já havia falado aqui, me dei um presente: um anel. Por outro lado, ganhei vários. Dois inesquecíveis que só vou poder ver a cores em 2010. Mas não tem problema. Espero até lá.
Ainda não peguei meu caderno azul da Tiffany para colocar nele minhas metas concretas e meus desejos para o ano novo. Mas faço isso até o dia 31, quem sabe.
Há anos, a gente aqui de casa faz uma simpatia no dia de Reis. Mas pra frente dou a receita pra quem quiser.
No mais, sombra e água fresca para recarregar a bateria.
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14/12/2009 
Nem de longe a Gucci é minha marca preferida. Comecei a semana com esse tema me martelando a cabeça. É que logo cedo esbarrei com uma moça portando uma bolsa com a logomarca e me desagradou. Por outro lado, em Paris encontrei várias finas usando o mesmo (último) modelo de bota Gucci – em couro caramelo e sem salto nenhum -, que me agradou.
Os italianos são craquérrimos na moda. Gosto de Prada, Miu Miu, Bottega Veneta…
A campeã das campeãs? Marni.
Essa tem a minha cara.

09/12/2009 
Tendência é coisa perigosa. Na maior parte das vezes, para mim, ela está relacionada com a falta de personalidade de quem a segue. Uma mulher elegante deve portar sempre uma peça clássica que esteja em seu guarda-roupa há alguns anos.
E como quem guarda tem, vou arrebentar com a minha carteira de onça que comprei – há mais ou menos três anos – na Maria Bonita Extra. Ela é linda e chique, com duas bolotas pink como fecho.
Não sei aonde e em quem, outro dia, vi usando um vestido de zebra de um ombro só. Um horror. Um trauma.
Dos bichos, acho que a onça é a estampa mais legal.
Mas não me vejo vestida na pele de ninguém. No máximo, um acessório.
E fake.

30/11/2009 
Estou postando mais cedo hoje, segunda-feira. Fim de tarde, horário crucial para mim. Aquele que tenho vontade de devorar o mundo. Justo no consagrado e tradicional dia do início da dieta.
Já comi uma banana, um biscoito de arroz glúten free – que só não classifico de horroroso para não ofendê-lo – e agora, palmito. Alguém pode estar se perguntando se me entreguei ao vício e comecei a fumar. Nada disso: a questão é genética.
Se existe uma coisa que gostaria de consertar na minha pessoa é a gula.
O pior foi o que descobri semanas atrás: odeio vegetais. Embora ache muito elegante as mulheres que pedem peixe grelhado com legumes ao vapor nos restaurantes. Salada eu gosto. Mas com bastante molho. Grelhados e frutas também fazem parte do meu cardápio.
Sei lá, vou tentar a foto de uma baleia na geladeira.
Vai ver funciona.

13/11/2009 
Será que alguém, gentilmente, pode mostrar a porta de saída pra Madonna. Socorro!
Acho que, na verdade, ela veio ao Brasil para que as nossas celebridades pudessem tirar férias. Não sobrou um paparazzo que não esteja atrás dela.
Imagina esbarrar com a Xuxa e a Sacha no calçadão?
Chico Buarque também deve estar vibrando com tamanho sossego.
Voltando a Madonna, ela proibiu que todos que estivessem a seu serviço lhe dirigissem o olhar. Nesse caso achei a ideia boa. Mas não iria baixar essa regra com meus serviçais, já que nem os tenho.
A minha lista seria outra. E bem rechonchuda.
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06/11/2009 
Sabe aquele chavão que fala menos é mais? Não concordo. Mais é mais e menos é menos. Estou falando mais uma vez de estilo. É que fui novamente ao Pense Moda. E, como o próprio nome do evento sugere, a gente acaba ficando mais sagaz.
Vou dar dois exemplos do que vi por lá. Uma menina montadíssima com maquiagem exagerada, corpo estranho para os moldes da moda – meio gordinha – conversando com um rapaz todo de preto. Querem saber qual dos dois, na minha opinião, era a vítima da moda? Ele. De legging, sapato bico fino, cardigan abotoado apenas no meio e bigodinho.
Enquanto ela, que foi do dourado tendência à bolsa de plástico do brechó, conseguiu traduzir sua personalidade, o moço de preto não mostrou a que veio.
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