Falso ou verdadeiro?

28/07/2010

Ainda pior do que usar lente de contato colorida é estar na posição de interlocutor da pessoa que optou por ter olhos verdes e/ou azuis. Muitas vezes essa começa a piscar estranho, olhar pra cima, fazer cara de quem está recebendo uma entidade, por conta da lente ter saído do lugar.

Outra coisa que não engulo é quem encapa os dentes. Olhando de longe ou em fotos compõe até que ok, mas de perto é estranho.  O dente fica grosso por baixo. Muito artificial.

Essa semana estava numa loja com a minha filha e vi, de costas, uma moça de cabelos loiros, longos e armados. Bem ao estilo podrinho que está na moda. Usava camisa justa branca, jeans detonados e uma bota meio cowboy. Apropriado para o dia e a hora até que… ela se virou de frente. Sem maldade, ou com um pouco de, eu e a minha filha nos entreolhamos com cara de terror.

A gata-garota passava dos sessenta. Pele mal cuidada, boca injetada, franjinha e olhos esbugalhados.

Só não usava as tais lentes coloridas.   

Menos mau!

P.S  Faço questão de dividir aqui a introdução de um e-mail que recebi de uma assessora comunicando a saída dela da empresa “É com muita alegria que comunico meu desligamento da ….”

Tecla Mute

08/06/2010

Sabe aquelas pessoas que a gente nunca falou, mas já não vai com a cara? É disso que quero falar hoje. Sábado à noite, deitada super quentinha na minha cama, fiquei assistindo ao Saia Justa. Não tava achando a menor graça no programa, mas não achava o controle da televisão para mudar o canal.

Resolvi cochilar. Foi só fechar os olhos para que uma irritação instantânea tomasse o lugar de um sono gostoso. Tudo por culpa da Márcia Tiburi. Olha eu falando nome e sobrenome aqui, onde costumo substituí-los por metáforas. 

Mas ela é muito chata. Tem o ranço de todos os donos da verdade, dos “intelectuais” que falam e olham para os que estão em volta esperando que esses façam cara de espanto, de tanta sacação.

Enfim, como não conheço a moça, não posso sacrificá-la, já que ela  não está sozinha neste universo. Eu mesma posso citar uma lista enorme do perfil em questão.

Mas, no caso, prefiro continuar com minhas metáforas.

Chama a Sandy

10/05/2010

Adoro umas notícias meio trash. A do fim do casamento da Sthefany Brito com Alexandre Pato, por exemplo, tem me despertado bastante interesse. Primeiro ele foi visto com outra em Milão, onde moram.  Me coloquei na posição de mãe da atriz e sofri junto com a traição.

Passado alguns dias, o irmão da Sthefany, o também ator Kayky Britto, declarou – em tom sério  – à imprensa,  que se o casamento tivesse terminado um pouco antes, a jovem Sthefany poderia ter sido escalada para “Passione” – a nova novela das nove – “já que ela tá mandando muito bem no italiano.”

Hoje, lendo um dos meus sites preferidos do gênero, o Fuxico, me deparei com uma notícia bombástica. Sthefany declarou à uma revista italiana que Pato era Passado e que o presente e o futuro dela têm nome e sobrenome: o zagueiro capixaba Marcus Plínio Diniz Paixão

No fim do dia mais uma: o tal brasileiro declarou que é casado, feliz e que a mulher está grávida. E mais: não conhece Sthefany  e nem mesmo o Pato.

Que existe alguma verdade nessa trama, existe. Só não sei onde está.

Alguma pista?

Mea culpa

20/04/2010

Depois de vários dias sem postar, vou tocar em um assunto polêmico: o preconceito. Atire a primeira pedra quem nunca discriminou alguém… Bem, tive uma experiência nesta linda e ensolarada manhã de terça-feira. Como sempre acontece em meus momentos de reflexão, foi caminhando pelo meu bairro que me dei conta de que estava sendo preconceituosa.

Vamos aos fatos. Logo cedo, passando na porta do restaurante que costumo frequentar – e que obviamente ainda estava fechado – me deparei com o garçom que sempre me atende parado na porta. Tudo absolutamente normal, não estivesse ele sem camisa e de shorts. Logo uma sensação estranha se abateu em mim e o meu pensamento foi mais rápido do que a minha auto-censura. “Argh, nunca mais ponho os pés aqui.”

E se fosse o dono do restaurante, será que teria a mesma reação?

Passo-a-passo

26/03/2010

Sempre adorei montar quebra-cabeças, desde pequeninha era boa nisso. Quando tinha uns seis ou sete anos, passei vários meses de cama – tipo repouso absoluto. Me lembro bem que eu detestava o fato. Também nunca me esqueci que uma das minhas boas companhias eram os quebra-cabeças que montava em uma bandeja de cama. Dessa, por sinal, tenho a imagem nítida guardada em minha mente. Era de madeira, com o fundo turquesa de fórmica. As laterais eram em junco.
 
Toda essa introdução é só pra contar que ando praticando a lógica de juntar as peças de um puzzle na minha atual rotina de trabalho.  Tem dias que encaixo um montão de peças, outros, um pouco menos.

Mas no final tudo se encaixa.

E o melhor: mesmo indo de um lado pro outro, ainda não perdi nenhuma peça.

Nuvem passageira

11/03/2010

Tudo é moda e/ou modismo e em algum momento fazemos parte do grupo que está na crista da onda. Já teve o tempo em que ser bronzeada era incrível. Devo confessar que sofri muito na época. Até banho de sol com Coca Cola no corpo tentei.

Também já foi chique servir coquetel de camarão acompanhado de vinho rosé. O camarão continua em baixa, mas o vinho voltou a ser hit.

Nossa, é tanto vai e vem que ficaria monótono enumerar todos.

Então vamos ao da hora. A ordem vem da pessoa mais poderosa e influente na moda mundial, Anna Wintour, da Vogue America.

Foi decretado o fim da magreza. “Oba, Iupi, Viva, Ueba”.

Até nas modelos, Miss Wintour  quer ver um pouco mais de formas.

O que tenho a dizer sobre o decreto?  Que ele siga por muitos invernos, verões, primaveras e outonos.

Meus sais

23/02/2010

Bem que eu tento, mas não consigo achar a menor graça nas segundas-feiras. Parece até coisa de escola, de gente mal resolvida. Sei lá. Não gosto e pronto. Hoje, tentei mudar minha rotina pra ver se esquecia que era segunda.

Depois da ginástica fiz algumas coisas práticas pelo bairro,  antes de voltar para casa. No roteiro, a lojinha natureba onde compro pão sem glúten, o alfaiate, a farmácia. E nada de encontrar alguém que estivesse com cara de muitos amigos.

Até os meus cachorros estavam meio azedos comigo.

Saí pra trabalhar mais animada, até entrar no táxi. O motorista veio com aquela conversa que o ano começava hoje e não parou mais.

 Mal sabe ele que o seu monólogo serviu de estopim para acabar de vez com a minha manhã.

Quando comecei a melhorar, eis que surge alguém comentando da chuva e do calor.

E, para terminar, mais uma vez, comecei a fazer dieta.

Ninguém merece…

Baticum

04/02/2010

Não sou propriamente uma carnavalesca. Branquela e sem ritmo. Fazer o quê? Exatamente o que faço: assistir de camarote. Depois de sete anos entre Rio e Salvador, vou curtir a folia de São Paulo.  Trabalhando, como sempre. Mas, desta vez, fora do circuito.

Acho que tal conjunção se deu por conta da minha virada do ano, que também passei nesta cidade que fica deserta nestas duas datas.

Adoro a energia de Salvador – quer dizer, aprendi a gostar com o tempo – e a batalha de egos do Rio. Das escolas de samba em si, amo a ala das baianas e o frisson que as rainhas de baterias causam.

E as criancinhas fantasiadas então? Ano que vem vou ter dois motivos para gostar mais ainda desta cena.

Já gostei menos do carnaval. Assim como já gostei mais e/ou menos de outras ocasiões.

O importante é escolher a fantasia certa.

 E segurar a onda.

Vovô viu a uva

26/01/2010

Depois de muitas elucubrações cheguei à conclusão matemática de que doze ovos não cabem numa caixa de meia dúzia. E vou focar no tema.

Como? Simples. Otimizando o meu tempo e espaço – esse é o ponto. Só vou prometer o que conseguir fazer. Só vou me dar até onde consigo me entregar e assim por diante.

Também quero levar a fórmula para a vida prática. Aí então fica mais fácil ainda: “Maria tem R$ 2 e gastou R$ 3. Com quanto Maria ficou?”

No quesito acumular, pretendo usar também a matemática primaria. No caso, com a equação menos é mais.

A mesma regra irei aplicar para as pessoas em torno.

Simples assim…

Efeito estufa

12/01/2010

Há muitos anos fui passar um verão em Maceió. Foi na época do Natal, nunca vou me esquecer. Meus filhos eram pequenos e levei os presentes do Papai-Noel escondidos na mala. Um fato dessa viagem nunca me saiu da cabeça: o zelador do prédio onde nos hospedamos. Um homem bem gordo, me lembro bem.

Todas as manhãs ele deitava de lado – com seu barrigão pra fora – numa mureta que na minha lembrança não deveria ter mais de trinta centímetros. E lá ficava. Inerte. Meio anestesiado pelo calor.

Se a gente perguntava alguma coisa, ele respondia uns grunhidos sem levantar nem mesmo os olhos.

E só hoje entendi o torpor que aquele homem sentia.

O restaurantinho onde almoço todos os dias estava sem ar-condicionado.

Quando me dei conta estava meio que deitada na cadeira. Toda torta.

Só não achei uma mureta para me acomodar…