05/01/2010 
E lá vem mais ano novo. Bem que falei que não faltam datas para gente re-começar. Bom, hoje darei a receita da simpatia de Dia de Reis.
Vamos lá:
Material necessário: romã, três moedas, um pedaço de pano, linha e agulha.
Coma doze sementes da romã. Faça um saquinho de pano e coloque-as dentro com as moedas. Costure e guarde na carteira até o próximo Dia de Reis.
Dica importantíssima. Faça doze pedidos e costure você mesmo seu próprio saquinho.
No próximo ano, quando fizer um novo patuá, jogue fora as sementes antigas e gaste as moedas.
Boa sorte.
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21/12/2009 
Pronto, mais uma história estranha que presenciei no meu bairro, o Itaim. Como ando muito a pé, acompanho tudo que acontece por aqui. Muitos restaurantes “bacaninhas” chegando dão o contraponto a uma rotina quase interiorana.
Ontem, domingo véspera de Natal, as ruas estavam lotadas. Passando na frente de um restaurante que há meses faz uma promoção de Festival do Camarão – com uma foto nada apetitosa de um prato de sete barbas exalando gordura – presenciei uma cena inacreditável: o dono do estabelecimento com aquelas raquetes de matar mosquito fazendo uma caçada na porta.
O pior – ou quem sabe o melhor – pela fisionomia dos clientes que jantavam no terraço do local, a cena parecia corriqueira.
Onde será que eu errei?
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13/12/2009 
Fiz um programa legal este fim de semana. Legal é pouco: legalérrimo. Assisti ao show de Maria Bethânia. Adorei, claro. Acho a Bethânia uma das artistas mais chiques da MPB. Do repertório, ao figurino. Presença de palco de diva.
Mudando de diva, estou ansiosa para ver o espetáculo de Mira Haar esta semana. Só sei que será um musical ao lado de Calinhos Moreno. E não quero saber mais de nada para não estragar a surpresa.
Que é sempre maravilhosa… vinda deles.

08/12/2009 
Nossa, hoje, terça-feira, me senti fazendo parte de um filme de ação: fiquei ilhada- quase alagada. Minha aventura começou cedo, com as informações dos primeiros jornais na TV. Não dei muita bola, confesso.
Tomei meu banho, demorei a mesma meia-hora de sempre para passar meus cremes, peguei meu guarda-chuva, apanhei um taxi rumo ao Bairro do Limão.
Durante parte do trajeto meu assunto com o motorista foi o quanto as pessoas exageram com uma ”simples chuvinha”. Até que, de repente, travamos no meio de uma ponte. Os carros da frente queriam andar para trás e os de trás avançavam sobre nós. Momentos de tensão extrema. Por sorte, uma viatura da polícia nos resgatou e percorremos a ponte em marcha-ré.
Voltei pra casa no mesmo taxi.
Só o tema da conversa não foi o mesmo.

02/12/2009 
O pior do calor é todo mundo só reclamar dele. Assim como do trânsito de São Paulo. E para completar, a histeria do clima natalino.
Tô zen. E não me pergunte qual o motivo.
Acho que é a sabedoria da idade. Pra alguma coisa tem que servir este monte de anos nas minhas costas.
Não ligo mais se demoro uma hora pra chegar em casa depois do trabalho. Nem pro encanador que está na minha casa fazendo uma besteira atrás da outra, nem pra Maria me ligando sem parar.
A única coisa que me tira do serio é entrar em táxi com ar-condicionado que não funciona. Fora isso, nada.
Quer dizer, quase nada: não agüento quando alguém muito suado vem dar um beijo.
Devia ser aprovada uma lei que proibisse manifestações de carinho a partir dos 23° Celsius.
Outra coisa: é muito mais divertido acompanhar A Fazenda do que Viver a Vida.
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26/11/2009 
Voltei. E quer saber de uma coisa? Voltar é tão bom quanto ir. Sim, passear, abrir a cabeça e tornar à casa. Partir é que é triste. Mas sem tristezas.
Vou contar onde estive: Paris. Nove dias sem entrar na internet. Essa foi uma promessa que fiz a mim mesma e consegui cumprir. Vou confessar que nos primeiros três dias fiquei com a tal síndrome da abstinência. Depois passou.
Voltei hoje, quinta-feira, sem o menor banzo. Ao contrario, cheia de amor pra dar.
Vi coisas lindas, comprei algumas poucas: duas sapatilhas, duas carteiras, umas bobagenzinhas e presentes para os que amo.
Tenho tanto pra dizer que me faltam palavras. Também não quero saturar ninguém: vou aos poucos.
Mas a grande novidade vem de São Paulo-Brasil. Uma surpresa aqui, neste blog, que irá estrear a partir de segunda.
Garanto que será o máximo.
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09/11/2009 
E não é que a menina da saia curta da Unibam foi expulsa? E não é que o reitor da universidade voltou atrás? Essa história me dá uma sensação de que fiquei hibernada por muitos e muitos anos e acabei de voltar em plena época da ditadura.
Falando sério: é muito perigoso essa patrulha descabida. Ainda mais que tudo começou com os colegas da garota das pernocas grossas. Jovens estudantes, que podem chegar ao poder. Que medo!
Outra coisa, achei de gosto duvidoso o vestido rosa que Geyse usava no dia da bagunça.
E curto demais para ir à faculdade.
Errou na escolha.
Até aí…

03/11/2009 
Pensei em pular de escrever aqui hoje, feriadão. Mas confesso que até eu estava enjoada de ver o post de três dias atrás. Como fiquei em São Paulo abri várias vezes o computador. Enfim, o sentimento de que amanhã é segunda, na terça me dá uma preguiça absurda.
E o calor, então? Coisa desagradável.
No sábado fui assistir This is It. Adorei. Achei a edição do diretor Kenny Ortega super generosa com Michael Jackson. Em nenhum momento ele aparece como uma pessoa perturbada. Apenas como um profissional exigente.
Em tempos de valores tão esquisitos, a gente dá muito valor ao respeito.
Atitude que deveria ser regra
E não exceção

23/10/2009 
O último compromisso do meu dia nesta sexta-feira foi uma entrevista com uma personagem bem conhecida. Cheguei atrasada por conta do trânsito. E esbaforida por ter deixado ela me esperarando – afinal não sou eu a estrela. Ansiosa pela correria da semana e tensa pela entrevista em si.
Fui encaminhada para uma sala de reuniões. Logo em seguida ela chegou. Calma, arrumadíssima e muito, muito simpática.
Já nos conhecíamos de vista e sempre a admirei. Conversamos por uma hora, com o gravador ligado. Tipo pergunta e resposta. Foi muito produtivo.
Depois, sem gravar, batemos um papo de mais uma hora, como se fossemos velhas amigas. Descobrimos gostos e interesses em comum.
Saí de lá totalmente recarregada e me sentindo mais preparada para o mundo. Assim como ela é.
Isso sem dizer que a pessoa em questão tem vários anos a menos do que eu.
O que comprova que na vida, a gente só aprende vivendo.
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16/10/2009 
Essa semana fui a um evento de gente cool. Modernos, chiques, jovens e muito bem informados. Poucos convidados, todos falando baixo. E a música de fundo era tranquila.
Adorei. Todo mundo se divertiu, conversou. Mas em nenhum momento ouviu-se uma gargalhada descompensada ou coisa do gênero.
Fui ficando, ficando, até… No dia seguinte perdi a hora. E faltei na segunda aula de um curso que acabo de começar.
Se fiquei culpada? Claro que sim, mas não me arrependi do programa.
Observei com atenção como as meninas – todas da moda – estavam vestidas e isso, para mim, também foi uma aula.
De estilo.
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