Circulando, circulando

02/03/2010

Sou do tipo organizada. Meio metódica, mesmo. Por exemplo, só abro um rímel novo quando o que estou usando acaba. Tudo poderia até parecer normal, não fosse a minha volúpia em consumir novidades. Também não tenho do que me queixar, já que sou sortuda e recebo vários presentes relacionados a este quesito.

Faz uns dez dias que dei a volta por cima e radicalizei. Coloquei em uso – ao mesmo tempo, agora – três novos rimeis: um Givenchy outro Chanel e mais um da Saint-Laurent. Todos tecnologicamente avançados e com superpoderes, segundo as próprias marcas.

Se fiz a coisa certa? Claro que não. Tanta opção só me fez ficar ainda mais confusa. Gostei muito dos três e não consigo avaliar um sequer.

Mesmo assim, já resolvi qual vai ser o próximo passo: usar do mesmo método para os xampus. 

E pronto !

Oh, dúvida cruel

12/02/2010

Sou do tempo dos testes. Daqueles que vinham nas revistas. Do tipo: se você fosse um bicho, qual seria?  E uma flor? Depois de respondidas as questões a gente somava os pontos que traçariam nosso perfil. Ao que me lembre, “minha analise” caminhava para o resultado de uma pessoa ponderada, centrada, que sabia escolher seu próprio caminho.

 Na época, adorava estar enquadrada nesta categoria…Mediana.

 Cruz, credo se hoje em dia continuasse neste patamar.

 Não sou de muitos altos e baixos. Mas mediana, não dá.

 Sorte que não existem mais esses testes.       

 A moda agora é auto-ajuda. Páginas e páginas nos dando o caminho das pedras e nos ensinando a ser pessoas melhores.

 Quer saber bem a verdade? Sempre tento tirar algum proveito dessas mensagens.

 Será que devo?

Mesa para dez

03/02/2010

O que é aconchego pra você? Ontem, mudei totalmente esse conceito. Depois de uma manhã complicada e cheia de desafios, fui a um almoço de família. Uma passada rápida que se transformou em mais de uma hora. Sentei. Almocei. E me senti aconchegada ao lado daquele bando de marocas faladeiras e bem divertidas.

A maioria, com a vida mais estabilizada que a minha. Mas não é disso que estou falando.

Saí do restaurante – quase – nova. Reenergizada.  

Dentro dessa turma de mulheres, uma amiga de muitos e muitos anos. Talvez uma das pessoas com quem mais me diverti na minha vida. Crescemos, casamos, tivemos nossos filhos. Nos afastamos, mas nunca nos perdermos no caminho.

Para mim, essa é a  real definição de aconchego.

Hi-lo

20/01/2010

Ufa! Cheguei. Consegui. Atrasadíssima, meio fora do timing, mas voltei para o meu espaço. Minha vida anda em ebulição. São tantas coisas acontecendo aqui, ao mesmo tempo, agora, que achei que hoje fosse quarta-feira. Mas é terça.

Minha nova casa é moda. A semana é de moda. E é de moda que eu gosto.

Vou falar de Fashion Week. Vi poucos desfiles. Os necessários devo dizer. Alexandre Herchcovitch, Reinaldo Lourenço, Forum…

Mas é na moda dos corredores da Bienal que estou de olho. Vou além: a roupa em si não perdeu seu espaço por conta da concorrência do setor e nem mesmo pela crise. O grande vilão das araras lotadas são os acessórios.  Bolsas, sapatos  – de todos os tamanhos e altura – e joias, muitas joias.

Anote aí: um bom investimento.

A curto e médio prazo.

Simples assim

05/01/2010

romã

E lá vem mais ano novo. Bem que falei que não faltam datas para gente re-começar. Bom, hoje darei a receita da simpatia de Dia de Reis.

Vamos lá:

Material necessário: romã, três moedas, um pedaço de pano, linha e agulha.

Coma doze sementes da romã. Faça um saquinho de pano e coloque-as dentro com as moedas. Costure e guarde na carteira até o próximo Dia de Reis.

Dica importantíssima. Faça doze pedidos e costure você mesmo seu próprio saquinho.

No próximo ano, quando fizer um novo patuá, jogue fora as sementes antigas e gaste as moedas.

Boa sorte.

Maria do bairro

21/12/2009

IDOSOS_0

Pronto, mais uma história estranha que presenciei no meu bairro, o Itaim. Como ando muito a pé, acompanho tudo que acontece por aqui. Muitos restaurantes “bacaninhas” chegando dão o contraponto a uma rotina quase interiorana.

Ontem, domingo véspera de Natal,  as ruas estavam lotadas. Passando na frente de um restaurante que há meses faz uma promoção de Festival do Camarão – com uma foto nada apetitosa de um prato de sete barbas exalando gordura – presenciei uma cena inacreditável: o dono do estabelecimento com aquelas raquetes de matar mosquito fazendo uma caçada na porta.

O pior – ou quem sabe o melhor – pela fisionomia dos clientes que jantavam no terraço do local, a cena parecia corriqueira.

Onde será que eu errei?

Palco e plateia

13/12/2009

sortilegio

Fiz um programa legal este fim de semana. Legal é pouco: legalérrimo. Assisti ao show de Maria Bethânia. Adorei, claro. Acho a Bethânia uma das artistas mais chiques da MPB. Do repertório, ao figurino. Presença de palco de diva.

Mudando de diva, estou ansiosa para ver o espetáculo de Mira Haar esta semana. Só sei que será um musical ao lado de Calinhos Moreno. E não quero saber mais de nada para não estragar a surpresa.

Que é sempre maravilhosa… vinda deles.

Trampolim

08/12/2009

francine-boia

Nossa, hoje, terça-feira, me senti fazendo parte de um filme de ação: fiquei ilhada- quase alagada. Minha aventura começou cedo, com as informações dos primeiros jornais na TV. Não dei muita bola, confesso.

Tomei meu banho, demorei a mesma meia-hora de sempre para passar meus cremes, peguei meu guarda-chuva, apanhei um taxi rumo ao Bairro do Limão.

Durante parte do trajeto meu assunto com o motorista foi o quanto as pessoas exageram com uma ”simples chuvinha”. Até que, de repente, travamos no meio de uma ponte. Os carros da frente queriam andar para trás e os de trás avançavam sobre nós. Momentos de tensão extrema.  Por sorte, uma viatura da polícia nos resgatou e percorremos a ponte em marcha-ré.

Voltei pra casa no mesmo taxi.

Só o tema da conversa não foi o mesmo.

Abaixo de zero

02/12/2009

iglu

O pior do calor é todo mundo só reclamar dele. Assim como do trânsito de São Paulo. E para completar, a histeria do clima natalino.

Tô zen. E não me pergunte qual o motivo.

Acho que é a sabedoria da idade. Pra alguma coisa tem que servir este monte de anos nas minhas costas.

Não ligo mais se demoro uma hora pra chegar em casa depois do trabalho. Nem pro encanador que está na minha casa fazendo uma besteira atrás da outra, nem pra Maria me ligando sem parar. 

A única coisa que me tira do serio é entrar em táxi com ar-condicionado que não funciona. Fora isso, nada.

Quer dizer, quase nada: não agüento quando alguém muito suado vem dar um beijo.

Devia ser aprovada uma lei que proibisse manifestações de carinho a partir dos 23° Celsius.  

Outra coisa: é muito mais divertido acompanhar A Fazenda do que Viver a Vida.

Um dia, outro dia

26/11/2009

eiffel_torre

Voltei. E quer saber de uma coisa? Voltar é tão bom quanto ir. Sim, passear, abrir a cabeça e tornar à casa. Partir é que é triste. Mas sem tristezas.

Vou contar onde estive: Paris. Nove dias sem entrar na internet. Essa foi uma promessa que fiz a mim mesma e consegui cumprir. Vou confessar que nos primeiros três dias fiquei com a tal síndrome da abstinência. Depois passou.

Voltei hoje, quinta-feira, sem o menor banzo. Ao contrario, cheia de amor pra dar.

Vi coisas lindas, comprei algumas poucas: duas sapatilhas, duas carteiras, umas bobagenzinhas e presentes para os que amo.

Tenho tanto pra dizer que me faltam palavras. Também não quero saturar ninguém: vou aos poucos.

Mas a grande novidade vem de São Paulo-Brasil. Uma surpresa aqui, neste blog, que  irá estrear a partir de segunda.

Garanto que será o máximo.