Pode parecer chavão mas cada vez mais tenho a certeza que nem tudo que reluz é ouro. Pela minha própria vivência afirmo. Meu prédio, que parece a coisa mais fofa do mundo olhando por fora – são apenas seis apartamentos divididos em três andares –, está caindo aos pedaços. No sentido literal.
Para ele não afundar está sendo feita uma obra gigantesca que envolve todo o piso da entrada, incluindo as garagens. O “serviço” está sendo executado por um empreiteiro e dois ajudantes. Uma consulta com um engenheiro não entrou em questão.
Enfim, do meu banheiro ouço a conversa dos rapazes: trabalhadores e plugados no mundo. Logo pela manhã chega o chefe da obra e seus pupilos e estacionam seu Honda na única vaga que restou dos condôminos. Roupas de trabalho vestidas, mãos à obra. E muito assunto.
Voltando ao meu banheiro…Como os cremes que passo são muitos, consumo muito tempo lá dentro. O suficiente para ouvir o bate-papo dos moços. Falam de TVs de lead, celulares 4G. Comentam as manchetes do jornal e um deles está para trocar de computador.
Espertos que só, acho que eles só não entendem mesmo é de encanamento.
Assim como eu não entendo nada de tecnologia…
